Expectativas de Mercado – 06/12/2021

Pela 35ª semana consecutiva, os economistas consultados pelo Banco Central, através do Boletim FOCUS, elevaram a projeção para a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que deverá fechar o ano com alta de 10,18 %.  O mercado financeiro continua apostando em mais pressões inflacionárias nos próximos anos e agora projetam alta de 5,02% para o IPCA de 2022 e 3,50% para 2023. Para o IPCA de novembro o mercado aposta uma alta de 1,07%, vindo de 1,03% da semana passada.

A expectativa para a alta da inflação dos preços administrados IPCA[1] é de 17,03% em 2021. Para o ano que vem a expectativa é de alta de 4,29% para os preços administrados.

A projeção para 2021 segue bem acima do teto da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) de 2021, de 5,25%. A meta de 2022 é de 3,50% e para 2023 é de 3,25%.

Com relação a inflação medida pelo IGP-M – Índice Geral de Preços de Mercado, a alta projetada pelo mercado perdeu força. A projeção para o IGP-M, desta semana, para este ano ficou em 17,47%, contra 18,08% da última coleta.

Um dos fatores que contribuiu com essa expectativa leva em conta às recentes chuvas e com isso a redução do custo na energia elétrica. Além disso, as quedas recentes das principais comodites, bem como minério de ferro e petróleo.

Para o juro básico da economia, a SELIC, o mercado manteve a expectativa de 9,25% ao ano até o final de 2021. Para 2022, as apostas foram de 11,25% ao ano.

Para os agentes consultados pelo BC, a taxa do dólar norte-americano este ano fechará aos R$ 5,56 e para 2022 em R$ 5,55/US$ 1,00.

Com relação ao crescimento econômico para este ano, os economistas apontam para um avanço de 4,71%, que é uma leve queda com relação a pesquisa anterior (4,78%). Para 2022, as expectativas também foram reduzidas, à 0,51%.


[1] No Brasil, o termo “preços administrados” refere-se aos preços insensíveis às condições de oferta e demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público. Exemplos de bens e serviços cujos preços são administrados para os consumidores são serviços telefônicos, energia elétrica, gasolina, plano de saúde, ônibus urbano e interestadual e metrô.

Atualmente, os preços de 23 bens e serviços na cesta do IPCA (índice de preços ao consumidor amplo, o índice oficial de inflação do sistema de metas) são considerados administrados. Esses bens e serviços são produzidos por empresas públicas ou são regulados por agências reguladoras, que determinam um percentual máximo de reajuste a cada ano. Na composição dos preços administrados, cabe destacar o importante peso do preço de gasolina, transporte público urbano (metrô e ônibus), medicamentos e plano de saúde. Os preços administrados respondem por pouco menos de 23% do IPCA total.

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