Expectativas de Mercado – 25/06/2021

A média dos economistas consultados estima que a taxa básica da economia brasileira encerre este ano aos 6,50% ao ano. É o que mostra a última pesquisa FOCUS realizada pelo BC – Banco Central, e divulgada hoje.

A XP Investimentos atualizou algumas projeções para a econômia brasileira deste e para o proximo ano. Para a XP Investimentos, a projeção da Selic no fim de 2021 agora é 6,75% ao ano (ante 6,50%). Alem disso, o Banco prevê aceleração do ritmo de aumento da SELIC em 100 pontos base nas próximas reuniões do COPOM, e caso o colegiado opte por manter os 75 pontos base em cada reunião a chance de elevar o juro até 7,25% ao ano aumenta.

Com relação ao crescimento econômico para este ano, a média dos economistas consultados aponta para um avanço de 5,05%. Para 2022, as expectativas para o crescimento foram elevadas a 2,11%, ante 2,10%.

Para o índice de inflação medido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), as projeções subiram de 5,90% para 5,97% em 2021 e mantiveram em 3,78% para o ano que vem. Para a XP Investimentos, o IPCA deverá encerrar o ano corrente com alta de 3,60% (ante 3,80%). Segundo a XP Investimento, o preço das commodites devem ter reduções de até 10% no próximo ano, e o dólar deve encerrar 2021 cotado a R$4,90/US$ (ante R$5,10/US$).

Para o mês de junho, a projeção de alta do IPCA ficou em 0,58%. Para o IGP-M – Índice Geral de Preços – Mercado, a expectativa é de alta de 19,12 % para este ano.

A expectativa para a alta da inflação dos preços administrados[1] ficou em  9,39% em 2021. Um dos fatores que contribuem com essa expectativa leva em conta a alta da energia elétrica[2], já que o cenário hidrológico segue bastante adverso, com os reservatórios na mínima histórica, mesmo durante o “período chuvoso”. Atualmente, nos encontramos em “bandeira vermelha I” e este cenário contempla “bandeira vermelha II” entre junho e outubro, voltando para o nível “vermelho I” em novembro e “amarelo” a partir de dezembro.

Para a taxa de cambio, com relação ao dólar norte-americano, o esperado é que a moeda encerre este ano valendo R$ 5,10. Para 2022 continua sendo de R$ 5,20/US$ 1,00.

Por fim, o crescimento da produção industrial foi elevado à 6,23% para este ano e reduzida à 2,36% para o próximo.


[1] No Brasil, o termo “preços administrados” refere-se aos preços insensíveis às condições de oferta e demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público. Exemplos de bens e serviços cujos preços são administrados para os consumidores são serviços telefônicos, energia elétrica, gasolina, plano de saúde, ônibus urbano e interestadual e metrô.

Atualmente, os preços de 23 bens e serviços na cesta do IPCA (índice de preços ao consumidor amplo, o índice oficial de inflação do sistema de metas) são considerados administrados. Esses bens e serviços são produzidos por empresas públicas ou são regulados por agências reguladoras, que determinam um percentual máximo de reajuste a cada ano. Na composição dos preços administrados, cabe destacar o importante peso do preço de gasolina, transporte público urbano (metrô e ônibus), medicamentos e plano de saúde. Os preços administrados respondem por pouco menos de 23% do IPCA total.

[2] Desde 2015, as contas de energia passaram a considerar o Sistema de Bandeiras Tarifárias, que são divididas entre verde, amarela, vermelha (patamar I e patamar II) e sinalizam se haverá acréscimo no valor da energia a ser repassada ao consumidor final, em função das condições de geração de eletricidade.

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